quarta-feira, 18 de setembro de 2013

VIVÊNCIAS

POESIA EM ANDAMENTO.

PARTE XXIX

Bem sei que ninguém passa  aqui!
É por isso que nem me importo
De deixar este paladar por aqui!

À vista
Para não ser visto!

PARTE XXXI

É por isso que quero sonhar-te
Uma
Duas
Três
Quatro
Cinco vezes
E outra vez!

E por isso quero dizer-te
Uma
Duas
Três
Quatro
Cinco vezes
E uma última vez!

É por isso que quero ver-te
E desta será de vez!

Até que as cinzas
Do meu desespero
Sejam lançadas
No pó dos caminhos
No pino do verão
E levadas
Pelas águas do Inverno
Pela ribeira de Porssim
Pelo Zêzere adiante
Até ao Tejo
Ao mar
Sem
Fim!!!

In poemas meus LivII
Lobo mata

Claro que é melhor continuar sem nada dizer sobre os comentários políticos e ou sociais que dominam a nossa praça. Desde os mais conceituados comentadores que viraram "comentadeiros" (sempre com algo a esconder ou passar a mão) até uma cambada de analisadores com claras deficiências em termos de formação social... de cuja responsabilidade, eu, em situação anterior até admiti alguma responsabilidade... como professor que fui. Foi esta gente que eu ajudei a formar?! E atenção ...eu fui professor de Educação Física! Mal vai este país quando são os "comentadeiros" da linha pró - liberal (onde andam os outros) que mais?! criticam o governo e as suas medidas...  claro que lhe passam a mão por cima porque interesses comuns estão em cima da mesa.... do orçamento ...das medidas... Claro que nunca chegam, na critica,  a vias de facto: não é meu caro Marcelo; não é meu caro Marques Mendes; não é  caríssima Ferreira Leite. E no meio disto tudo...não é Sr. Presidente da Republica...... não é senhores do tribunal constitucional... que deixam na mesma, com o mesmo efeito... uma lei que acham incorreta... injusta... ilegal ... mas ... até quando isto pode acontecer..no MEU PAÍS!!!???

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

UIVANDO NO AÇOR


Na passagem da noite para o dia
Todo o espaço calmo e sereno
Nem um sopro, nada de ventania,
O mundo aos pés, o luar pleno!

O uivo do lobo que na noite se ouvia
Confirmava-o dono do terreno
Mesmo espalhando melancolia
Por tempos passados de veneno!

Ali, onde o luar inunda o espaço
Verde-negro do Açor reluzindo
Entre risos de silêncio no regaço

Das recordações que mesmo vindo
Com o uivo do lobo para um abraço...
Chegam e com a lua se vão ...indo!!!

In poemas meus LivII
Lobo mata

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Bem sei que à muito não faço comentários políticos ou sociais....
Bem seu quanto nojento é ver carinhas mansas fazendo politica como se estivessem nas reuniões dos jotas... falando ...falando... enchendo os bolsos e deixando outros encher.... e outros penando.... com atitude tão convencida que mete raiva ...nojo!!!
Bem sei que alguma da culpa me pertence... por ter sido professor tantos anos e deixar ao mundo (Portugal)  "coisas" assim!....

Bem sei .....
Bem sei.....

Mas há tempo enquanto é tempo, de também cantar a minha serra... que Miguel Torga cantou num poema que cedo li... feito por ele mesmo....em plena serra: «orgasmos». Torga não se vai importar e assim fiquem com.....


O ENCANTO DO AÇOR

O que nela me encantou
Foi tempo de solidão
De quem nela mourejou
No principio do verão.

Será que vinha das arábias
Das lonjuras e do calor
Se encantou com as águas
Que jorram da serra do açor.

E por aqui se ficou
Sozinha entre os rochedos
Penando porque pecou
Agarrada aos penedos

Encantada pela frescura
Da água e do arvoredo
Terminando a procura
De alguém em segredo.

Era amor vindo do alto
Ali chegado por amor
Se amaram no planalto
No alto da serra do açor
Tomando a serra de assalto
Num saudável abraço... salvador!!!

In poemas meus livII
lobo mata

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Do livro II

VIVÊNCIAS
   
POESIA EM MOVIMENTO
                           
                                          XXVI

Eu bem dizia
Não gostar de insinuações
Muito menos de comiserações
Nem protestos
Nem de outras situações.

Eu bem dizia.

Não gosto da vida que dá voltas
Mas gosto de sentir...
As voltas da vida!

E viver!
Vivendo!
A vida!


                                     XXVII


Assim tão perto
Assim tão longe

Desperto!
Para ao simples sinal
Abraçar o Mundo
Alcançar o final!

Alcançar o final

Na noite
No dia
Sem agonia
Viver!

Desperto!

Para o bem
Para o mal
No abraço final

Sem melancolia
Desperto!
De amor coberto
Amar encoberto
Sem prova final!



                                          XXVIII


Deixando!

Deixei o abraço
Desisti do abraço
Disse adeus ao abraço

Deixando sair do abraço
Quem não queria sair dos meus braços
Que o temor do vento levou!

Deixando!

Na torre do campanário
O badalar das horas de um dia qualquer...
Simplesmente deixando!!!
Nas voltas da vida
Outro acontecer!

In poemas meus LivII
Lobo mata


                                             











sábado, 15 de junho de 2013

Há muito que este espaço tem andado esquecido. Hoje vai ter um novo soneto que nasceu nas mesmas 24 horas de um outro já do conhecimento dos meus amigos chamado « noite negra ».

109 - BEIJO

Parabéns, felicidade, beijos
São apenas palavras ditas
Manifestadas em tantos ensejos
E realidades não desditas.

Em românticos e amáveis anseios
Passado de histórias vividas
Cantigas de mui santos solfejos
Sempre lembradas, muito sentidas.

E tudo o mais que se há-de poder ver
Num dia, como todos, de desejo
Inadiável, mentira e desdizer

Por nada mais querer no que revejo
Longe deste mundo! Oh maldizer.
Ó lembrança! Eterno nome: BEIJO.

I poemas meus LivII
Lobo mata